sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Ponha Algoritmos no seu CV...

Em todos os encontros que tenho com empreendedores StartUpers minha primeira pergunta é: - você é programador?. E geralmente se ele não for a conversa termina ali mesmo. Porque se ele quer realizar um sonho empresarial na era digital mas não sabe falar a linguagem digital, infelizmente será so uma pretensão.
Assim como alguém não pode ter como profissão ser piloto de avião sem saber pilotar.
A construção de um empreendimento no mundo digital requer falar a linguagem digital, requer que o sonho e a estratégia permeiem além de todas as ferramentas e conceitos normais de um empreendimento qualquer, saber fazer a programação correta daquilo no tempo certo.
E nesse caso com muita ênfase em tempo.
Um StartUp corre atrás do tempo e precisa comprovar seu modelo de negocio no tempo mais curto possível, a tempo de que se não der certo, poder pivotar e testar outras possibilidades.
A idéia e a solução andam juntas, tem que sair da mente que concebe para as mãos que digitam, não há viabilidade de tempo em comunicar para que outra de forma e conceba na mesma velocidade e precisao.

As empresas que quiserem dominar esse mundo no futuro precisarão de CEO Programadores, e aprender a linguagem dos algoritmos é inquestionável necessidade, não so para ter as respostas mas para ter coerência com a linguagem do mundo que a permeia.
A soma de qualidades de liderança e gestao com qualidades de programação ja sao hoje o diferencial maior das empresas mais ricas do mundo.
Aprender programação ja é algo que tem que constar no currículo escolar da mesma forma que as demais ciências e linguagens.
Nosso mundo ja é totalmente regulado e organizado pela matrix de sistemas que gerenciam tudo a nossa volta, os sistemas planejam e executam os processos criativos humanos.
Nesse sentido, ja se faz necessário que todos os colaboradores de uma empresa, que todos os jovens aprendam nas escolas esse conhecimento, essa linguagem.
Nos próximos 10 anos esse será o maior desafio educacional e desruptivo a ser enfrentado.
Ja existem na França duas Universidades focadas nisso, a Epitech e a Ecole42, aonde programação sao 100% dos cursos.
Os dias dos CEO's não programadores estão contados.
Tulio Severo Jr via BlackBerry® TIM

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A NOSSA LIBERDADE


Liberdade para quê?
Liberdade para quem?
Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?
 Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!
 Fala-se muito em liberdade!
Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!
 Mas, afinal, o que se vê?
Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.
 Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.
 Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.
 Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e sequestros.
 Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.
 Mas, afinal, onde é que nós vivemos?
Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói!
 Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!
 Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos.
 É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!
 Vivemos no país da censura velada, do “micro-ondas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor e com o homem da lei.
 País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!
 Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?
Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?
 Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?
 E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?
 Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto estima e a própria dignidade?
 Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?
  
por Paulo  Chagas, General da Reserva

do Exército do Brasil.

terça-feira, 16 de julho de 2013

A Nova Direita do Brasil

O principal benefício que os protestos trouxeram para a prática é a discussão política. Pode ser que ainda vejamos novos desdobramentos, com novas perspectivas. Mas isso por sí só já é um grande benefício. Com o despertar politico do brasileiro surgem diversos questionamentos em relação aos modelos de política existentes.

Sendo assim, gostaria de propor uma nova visão sobre a vertente política de direita no país. Hoje como oposição, a direita perde sua força. Não há um só partido político consolidado que defenda uma agenda baseada nesta ideologia. Capaz de ser eleito.

É sabido que há um certo trauma quando se fala deste assunto, pois lembra-se da recente ditadura militar, os chamados anos de ferro no Brasil.

Mas hoje há espaço para uma nova direita, fundamentada na liberdade individual. Na liberdade de expressão. Essa vertente é partidária do Estado Laico. Onde a religião não deve interferir nos assuntos do estado. Veja bem, não significa um estado Ateu, que não respeite as religiões. Mas sim que as decisões sejam tomadas de forma a estar isenta da influência das diversas religiões. Ou seja um candidato pode professar uma religião, mas não enquanto é político. Ele pode desenvolver sua espiritualidade no seu tempo vago. O que é um direito de todo cidadão.

Hoje com as redes sociais, não há mais espaço para a manipulação da população, em questão de minutos qualquer assunto pode ser divulgado a nível mundial. O eleitor não aceita mais qualquer coisa. Qualquer coisa não serve mais. Queremos que seja feito o melhor possível sempre.

Essa direita deve ser progressista, não conservadora  e não dogmática. Ela deve ser flexível. Acima de tudo liberal no plano político também. Assuntos como a regulação das drogas, do aborto e casamento de pessoas do mesmo sexo devem entrar na pauta e serem encarados seriamente. Eles devem ser analisados com pragmatismo e sobre o prisma das mais eficientes práticas adotadas por diversos países no mundo. Pois estes são assuntos que dizem respeito somente as liberdades individuais. E o estado não deveria ter o poder de interferir nestas questões. Ele deve decidir a favor do todo e não do individuo. A nova direita deve ter sua orientação econômica caracteristica. Mas ela não pode ser só isso. Pois é importante ter a visão do todo. A economia é um reflexo de diferentes politicas.

Outra questão a ser defendida é o investimento sério em infraestrutura. Sem isso não há mudança. O Brasil precisa de investimentos pesados em mobilidade urbana, diversos modais de transporte( não somente rodoviário), investimentos qualitativos em saúde e principalmente em educação. Essa é a tecla deve ser batida insistentemente para que continuemos a ser o país do futuro. E falando nisso, a pauta ambiental deve ser considerada de extrema relevância. Afinal não há sustentabilidade econômica em um modelo que não leva em consideração a manutenção e preservação dos recursos humanos e ambientais.

Uma redução significativa no poder do estado em decidir sobre o conteúdo da educação e também sobre as decisões individuais (  que impliquem somente ao indíviduo que as toma) se faz nescessária. Isso deve ocorrer de maneira objetiva, de modo a aumentar a eficiência dos investimentos públicos e a qualidade na tomadas de decisões. Isso só é possível com a aplicação de governança corporativa e as melhores práticas de gestão, devidamente aplicadas a nossa realidade. Mas o estado não é uma empresa, não não é. Mas pode se aproveitar do conhecimento técnico nesta área dos gestores na hora de solucionar os problemas. Com isso reduzir significativamente os impostos, para que a iniciativa privada seja o motor da economia. E não o governo.

Finalizando é nescessário encarar de frente uma reforma política, que aconteça gradualmente, mas seja executada por pessoas com conhecimento de causa e com impactos e consequência apresentados de forma bem clara para a população. Com isso se pode pensar uma reforma tributária, que vise além de reduzir os impostos, simplificar sua metodologia de cálculo e aplicação destes recursos. Uma reforma legal, de modo que as leis sejam simplificadas e abrangentes, que sirvam ao mesmo tempo a diversos propósitos, mas fundamentalmente sejam cumpridas por todos. Esse deve ser o papel reformista da nova direita, que precisamos para ser uma grande potência pacífica. Que simplifique a forma de governar o país e faça isso a luz do conhecimento. Aumentando a liberdade de expressão e fazendo com que seus resultados sejam vísiveis a todos. Isso se chama Libertarianismo. Uma direita centrada.

by Gustavo Severo Faria

domingo, 23 de junho de 2013

NA ENTROPIA DO MOMENTO.

    O Secretário Nacional de Políticas de Turismo, o Catarinense Vinicius Lummertz deu uma breve entrevista para o Jornal A Noticia de Joinville, essa semana, que explica bem o que esta acontecendo, e que já era previsível e esperado acontecer no Brasil.             A partir dela como base me aprofundei na questão dos movimentos populares que estamos presenciando e que são reflexo das mudanças que ocorrem no planeta e na sociedade humana como um todo.

    Primeiro foi a Primavera Árabe, aquela panela de pressão e opressão que estava em banho maria e que as redes sociais só ajudaram a organizar melhor, depois a crise na Europa e as diversas passeatas dos milhares de cidadãos que se deram conta que os seus governantes governam com "Umbigo" próprio e passam a conta para o povo. 
    Aqui no Brasil, com esta costa de praias ensolaradas, um país sem guerras, sem recessão, sem desastres naturais, com bolsa "cala boca" família, ... O jovens passeavam tranquilos. Afinal moravam num país bajulado pelo mundo, elogiado, dito "rico", um país bem resolvido... aonde em tese o futuro parecia já ter chegado. Isso é o que os outros, de fora do país, diziam. Um país onde "Até" a "presidenta" foi galgada a uma das pessoas mais influentes do mundo (Revista Time), mesmo não tendo feito absolutamente nada para isso, ela que pegou o bonde andando da historia, o bonde forjado na era anterior ao seu antecessor que é outro "Surfista de Ônibus". 

Tudo ia bem!, bem demais para ser verdade! 
    Dava um nervoso olhar as manchetes, assistir a televisão, os tribunais "gritarem", mas parece que ninguém ouvia!!. As pessoas estavam letárgicas, como que levando porrada de luta do UFC, "- aparece o sangue, o cara urra de dor, mas a gente "sabe" que não é com a gente!". Por mais que as noticias fossem escandalosas, eram tantas e em tamanha proporção ("jamais vista nesse pais") que todos pensavam "- ahh, não é com a gente!!". 
    Pois bem, veio a copa dos bilhões e bilhões, de orçamentos sempre estourados, excedidos, exacerbados!!,  e o povo sem hospital?, sem seguranca, sem educacao de qualidade?... Como assim tem dinheiro para estádios e não tem pro básico?... Então para que fazer a copa do mundo aqui?. -Isso eh como você não ter dinheiro para ter uma cama para seus filhos dormirem e decidir aceitar um empréstimo para comprar um Porsche! 

   Os Brasileiros estavam acreditando no discurso dos "markPTeiros" PeTralhas, de que estávamos nos transformando num pais desenvolvido, e a piada era o emPACa, programa do PTula do engodo e da mentira. As crises em outros países, fariam só marola aqui... Ahahahah! Mas não da nem pro começo. O jogo a recém começou, com a ordem que o sabio FHC deixou as contas, e a legitimidade impregnada nas instituições,  mas os mandrakes do PT acham que já ganharam o jogo. Eles acreditam nas próprias mentiras. 
   A verdade eh que somos um pais muito jovem, com uma democracia e um estado de direito muito recente, do Collor (1991) para cá recém começamos a nos integrar ao mundo de novo, e a legitimar as instituições democráticas. O modelo político é corporativista, se adona do estado, toma decisões de gabinete, baseado mais em fazer grandes obras do que obras necessárias. Nosso modernismo e desenvolvimento vem da iniciativa privada, das empresas nacionais e do mundo dos negócios, temos hoje algumas das empresas mais invejadas do mundo em gestão como a Gerdau, Amil, Inbev, Votorantim, Bradesco, Odebrecht entre outras multinacionais Brasileiras que esbanjam competência e exportam modelos de gestão. 

   E porque então o estado Brasileiro esta ao contrário, tão incompetente?. Somos competentes na empresas, mas não somos no governo?. Se somos o mesmo povo, cultura, sangue, DNA...país. O que esta havendo?. 
   É o estado arcaico, nossa democracia esta mais formal do que real. Estamos mais para o período do império. Ainda temos um governo extrativista, que trata o Brasil como uma colônia, se aproveita do poder para permanecer no poder, enriquecer. Nossa democracia esta só no papel. Não vivemos uma "democracia" plena. Nossos representantes não nos representam de fato. Para o serem, o modelo deveria se inverter. 

   No Aurélio Democracia quer dizer o seguinte: "governo do povo, sistema em que cada cidadão participa do governo; influência do povo no governo". Apesar de elegermos não temos poder algum. 

 Ou pelos menos não tínhamos. 
   O que vimos ate agora nas ruas são manifestações de pessoas cansadas de não serem consultadas para nada, cansadas da pratica política, da política para se locupletar dos recursos públicos. Ao mesmo tempo seres desse mundo mundano, em eclosão, num mundo do ocultamento do real, da modificação da noticia, onde a ilusão esta no lugar da realidade sendo apresentados de forma cínica e natural. A indústria cultural cria o modelo ideal de família, de saúde, de bom comportamento, bom trabalhador, bom filho, boa esposa e bom marido. Cria uma falsa imagem do que seja a realidade. Um mundo novela. 
   Essa entropia* que vivemos no planeta humano esta cada vez mais nos levando a rever nosso modelo de vida, nossa verdadeira essência de vida. Esse mundo movido ao descartável, aonde famílias se desfazem com a mesma rapidez que os produtos que compram, que nada valem, tudo supérfluo, tudo efêmero, frívolo e fantasioso. Estamos movidos pela supremacia dos objetos, da diferenciação simbólica. 
   Nesse contexto da para entender o porque da anarquia de alguns manifestantes, quebrar, e destruir coisas que representam uma opressão, são fruto direto dessa obsolescência programada de tudo, e a consequente depredação do ambiente opressor e a degradação do meio ambiente. 

Não se justifica destruir e desrespeitar as propriedades, mas tem uma explicação!. 
    A entropia esta na lógica difusa do movimento que vemos nas ruas, o qual segue uma tendência em todas as esferas da vida social para a disfunção e anomia**, aonde os vários sistemas sociais como a política, a economia, a cultura, o meio ambiente, a família passam por um processo de ordem para um estado de desordem crescente. 
Essa desordem não quer dizer, necessariamente ficar pior, nem destrutiva, mas uma reorganização, uma nova ordem. Uma nova forma de ver, de fazer, de sermos exigentes uns com os outros, com as instituições, com o nosso modo de viver, de sobreviver. 

   Somos seres em busca constante pela sobrevivência, nossa inteligência tem esse foco constante. Aprendemos com nossos erros, aprendemos e melhoramos, evoluímos. 
   Estamos construindo um Brasil melhor. Nossa real democracia esta surgindo agora, esta amadurecendo agora com seus 30 e poucos anos. 

   Mas não é só um Brasil melhor que nascerá, estamos co-construindo uma nova ordem humana, uma nova forma de pensar a vida em sociedade, a vida humana nessa nave Terra. Somos parte de um todo, de uma natureza que esta sendo modificada, seja pela aceleração da ocupação humana, seja pela sua mutação natural. 

    Estamos todos lutando, e a luta mais legitima de todas se da pela insatisfação como modelo que primeiro nos afronta, o poder dos governos, por que eles nos ridicularizam todos os dias. Ridicularizam a inteligencia do coletivo. É o primeiro que atacamos. Os outros poderes das indústrias do crescimento, o modelo desinvolvimentista que usamos ate agora, o seu reflexo nas forças da natureza ainda não sentimos nos afrontar tanto, mas eles serão os próximos que iremos enfrentar nos próximos anos, e ai teremos de mudar muito mais que a política dos políticos, mas a política das leis da vida na terra. 

    Estamos reagindo, de forma desorganizada, de forma quente e acelerada como as moléculas, estamos entrando no estado de entropia. Mas como tudo na natureza, estamos evoluindo, e todos os milhares de cidadãos que saíram as ruas no Brasil e no mundo só pensam uma coisa, querem que amanha seja melhor do que hoje. 

Tulio Severo Jr. 
ZOONY.co


Fontes de inspiração:
- Filosofonet.wordpress.com
- Boff, Leonardo - leonardoboff.com - carta da terra


 *Entropia- principio da física que postula uma tendência para uma desorganização das moléculas de um dado sistema, explica que quanto maior a temperatura, maior e' a desorganização das partículas, e quanto maior a desorganização, maior a entropia.
 ** Anomia - uma sociedade caracterizada pela desintegração das normas de conduta e da ordem social, anarquia, ilegalidade.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O gigante esta acordando!

Será que todo esse barulho foi só por vinte centavos? Houveram várias manifestações contra o aumento na passagem de ônibus nos últimos dias. Ao todo oito capitais e mais algumas outras cidades uniram-se no último dia 13. Os maiores protestos ocorreram em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. O reajuste seria em média vinte centavos. Vaias contra a Presidente retumbaram na estreia da Copa das Confederações em Brasília. Será que há alguma relação entre os dois episódios? Eu acredito que os vinte centavos foram somente a gota d’agua. Foi o momento em que a população resolveu dizer chega. Faziam vinte anos que não haviam protestos de grandes proporções. Qual foi a última vez que você se lembra que ao menos treze cidades brasileiras fizeram protestos sobre a mesma causa, ao mesmo tempo? E esse número vai aumentando cada vez mais. Inclusive a comunidade brasileira no exterior também se faz presente. Não, essa revolta não é por vinte centavos. Ela é pela falta de investimento em educação, pela nossa probre infraestrutura. Pelo modelo de desenvolvimento atrasado. Pela corrupção que assola esse país em vários níveis. Pela falta de sustentabilidade nas decisões, pelo desrespeito a natureza e as pessoas. É pelos altos impostos, que não são convertidos em benefícios. Eu não acho que a violência seja a solução para esses problemas, mas a questão é que esse sentimento brotou ao mesmo tempo em várias pessoas de forma espontânea. Então não há exatamante uma liderança conduzindo essa questão. São diversas pessoas com pontos de vista diferentes. Com problemas e insatisfações diferentes. Mas uma coisa todos concordam, os políticos são o problema. Com uma visão de curto prazo e míope. Buscando somente votos para a próxima eleição. Algumas pessoas apontam que esse movimento não tem causa. Mas a causa maior é a insatisfação com a forma como as coisas são conduzidas nesse país. Agora é o momento de despolitizar e despolarizar essa questão, devemos começarmos a pensar em soluções. Toda a população, independente de classe, sofre com os desmandos do nosso governo. É preciso que haja união, porque esses problemas afetam a todos nós. É um problema vivo no nosso cotidiano. Que não há mais como ignorar. A realidade bate a sua porta de um jeito ou de outro. Pode até não ter começado da melhor forma, mas esse movimento é positivo. É um sinal que o gigante esta acordando. As pessoas estão preferindo ir para a rua protestar ao ficar em casa, assistindo as desgraças pela televisão. É um recado claro aos nossos politicos que estamos insatisfeitos e que as coisas tem que melhorar radicalmente. Foi o momento que se disse chega, como ocorre em outros países ao redor do mundo. E porque a polícia reage brutalmente? Porque os politicos estão com medo. Eles sabem que uma hora isso vai ter que mudar. Mas acredito que a policia devia estar protestando junto, porque você há de convir que a situação de trabalho destes profissionais esta longe de ser ideal também. Nós temos o dever de construir um futuro melhor para o nosso país. A responsabilidade com esses protestos é de todos nós. É claro que nem todos podem, ou querem ir as ruas, alguns estão até com medo. Mas pense consigo mesmo, esta tudo bem com nosso país? Não há o que possa melhorar? Então reflita sobre isso, ao invés de criticar os jovens que vão as manifestações, se lembre dos momentos históricos que passamos com ditadura e impeachmant. Como foram solucionadas estas questões? Com o povo indo a rua, fazendo valer a sua voz. E lembrem-se, ano que vem tem eleição. Votem com conciência. Gustavo Severo Faria

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ate que enfim... Empreendedorismo nas escolas! Ave Cezar!

Quando fundamos a Aje Rio, Assoc de Jovens Empreendedores da Cidade do Rio de Janeiro em 1995, nossa primeira preocupação foi que o ambiente para empreender era inóspito no Rio. A começar pela burocracia de conseguir o alvará da própria AJE, que mesmo tendo como um dos seus padrinhos o estimado ex-vice Prefeito do Rio, Gilberto Ramos, não conseguimos o alvará antes de 6 meses. Isso que era sem fins lucrativos. O outro padrinho foi o Jorge Gerdau Johannpeter.

Na época, foram fundadores comigo o Carlos Werneck (Hotel Marina), Oskar Metsavaht e Leonardo Metsavaht (Osklen), Rodrigo Franco Protasio (JLT Brokers), Carlos Ramos (Telmart), Esmerino Arruda Jr(RenTv), Sandro Shuback(Morar mais, por Menos), Marcos e Marcelo Carvalho (ANCAR), Adriano Dantas (DPP Affinitty), Eduardo Dadado (LG Produtora) e Leonardo Rzezinski, Marcos Mota e Bichara Abidao Neto(hoje sócios e Advogados Associados), também a Rio Jr Fed de Empresas Jr do Rio, tem mais amigos... A lista era grande...
A palavra empreendedorismo não era um termo comum, você abria o jornal não encontrava nenhuma citação no ano de 95.
Realizamos muitos eventos, o mais relevante foi o Forum do Sucesso com apoio da Firjan , no Teatro do SESI lotado, e na pessoa do Dr Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, onde reconhecemos os empreendedores de destaque a época, Dr Arthur Sendas e Alexandre Acyoli, duas gerações distantes e impactantes.
Sempre nos preocupou e batemos nessa tecla junto as secretarias de Educacao, o Ensino do Empreendedorismo nas escolas, acreditávamos que a base da sociedade humana se deu por conta dessa atitude empreendedora do homem desde as cavernas.
Depois, na Gestao do Alexandre Fernandes já como CONJOVE ACRJ, criamos um documento proposta nesse sentido, elaborando todas as razões para colocar Empreendedorismo nas escolas Brasileiras. Éramos então tachados de malucos e não de visionários. O Conselho Nacional de Educacao formado por "Jovens" (hahahah) caqueticos, rechaçou totalmente nossa proposta.
Mesmo assim, protocolamos a mesma no senado federal no gabinete do ACM entre outros senadores, e diversos Dep Federais, sem falar no Min da Educação.
Ja fazem 18 anos que estamos nessa luta, e somente agora eh anunciado que se deu um passo nesse sentido. Vide link no fim desse artigo.

Esse eh um belo exemplo de duas coisas, primeiro que persistência eh a base do sucesso mais que inteligência, e segundo de que o Brasil tem mais sorte que juízo, mesmo com essa paquidermica lentidão de decisões, o pais esta sobrevivendo. A um custo altíssimo.
Se tivéssemos sido ouvidos há mais tempo estaríamos de igual para igual no universo de Startups mundial.
Estamos so(??) 20 anos atrasados.
Por isso somos pouco competitivos.

Não somos um pais que a sociedade civil eh ativa e esta a frente das questões centrais e importantes, somos um pais, ainda, que a população espera que os Governos pensem por elas e resolvam tudo.
Um exemplo claro eh o Rio de Janeiro, os Cariocas nunca amaram o Rio tanto como agora, mas somente depois que o reconhecimento veio de fora, com Copa do Mundo e Olimpíadas, os cariocas agora Amam o Rio, estão unidos como nunca para fazer a cidade deles ser a mais bacana do Brasil.
Hoje num Shopping do Rio me deparei com uma campanha bacana, "Rio Eu Amo Eu Cuido", de empresários amigos do Rio, anônimos, que estão se reunindo periodicamente para agitar o Take Care dos cariocas.

Mas demorou, em 95, quando eu falava nas reuniões que miséria e violência não combinava com a cidade, e que isso so existia por falta de educacao formal, que tínhamos de nos posicionar a respeito, fui visto como maluco beleza. Ninguém entendia o meu discurso.

Eduardo Paes e Índio da Costa ambos, tiveram quando se lançaram candidatos todo nosso apoio, discutiram conosco suas plataformas a vereador, e os levamos as casas de amigos e familiares para mostrarem suas ideias, hoje eles sao referência, e Educacao esta no centro.
Nosso grupo não era visionário, na verdade éramos mais reacionários, mas tinha a base verdadeira de uma visão do coletivo, de abraçar causas, de fazer acontecer independente de governos.
Agradeço a todos esses amigos e nossos mestres Gilberto Ramos (in memorium) e Jorge Gerdau pelo apoio e pelas palavras que nos elevaram o espírito empreendedor e nossas atitudes pela liberdade e pela democracia.

Empreender eh a base da sociedade humana, seja bem vinda a iniciativa. Ate que enfim.

http://exame.abril.com.br/pme/noticias/educacao-empreendedora-avanca-nas-escolas-brasileiras?page=1

Tulio Severo Jr via BlackBerry® TIM